A luta contra a pobreza na infância envolve todos os sectores da sociedade.
Para poderem realizar os seus direitos e participar no desenvolvimento das sociedades, os grupos vulneráveis infantis e juvenis dependem do envolvimento de uma multiplicidade de actores, desde as famílias e instituições locais, organizações da sociedade civil, ao governo, a partir das comunidades onde se inserem, sejam localidades rurais ou bairros urbanos.
Cada país e comunidade tem contextos sociais, económicos, políticos, históricos, culturais e geográficos diversos, originando quadros de desenvolvimento igualmente diversos para estes grupos vulneráveis. Têm também factores comuns que permitem que as mesmas actividades de intervenção possam ser adequadas à especificidade de cada realidade, para a obtenção dos mesmos resultados: a melhoria das condições de vida e a quebra dos círculos viciosos de pobreza a que milhares de crianças e jovens se encontram "presos", fragilizando oportunidades de crescimento nesta e nas próximas gerações. A adequação de cada actividade de apoio a contextos, comunidades e pessoas, a partir das suas características próprias, é o principal desafio do projecto Ser Humano.
Cada Comunidade de beneficiários no projecto Ser Humano, traduz-se por crianças e jovens órfãos e vulneráveis a residirem na mesma localidade ou bairro, que se encontram inseridas em famílias ou numa instituição de acolhimento.
A intervenção com base comunitária implica a realização de parcerias com:
- Instituições de acolhimento, por comunidade;
- Entidades governamentais locais (acção social), por comunidade;
- instituições de acolhimento de COVs locais, por comunidade;
- ONG local para gestão conjunta da intervenção, por comunidade ou conjunto de comunidades;
O apoio aos beneficiários nas comunidades é realizado preferencialmente através de um espaço próprio/centro comunitário Ser Humano, através do qual as actividades são implementadas. Para os beneficiários em instituições de acolhimento as actividades podem ser implementadas através da utilização de espaço na instituição.
