Vacina da Malária poderá estar disponível em 2010
Em Moçambique, o anúncio foi feito por uma equipa de cientistas espanhóis envolvidos no maior ensaio clínico de eficácia e de segurança de um vacina, alguma vez realizado em África.
A investigação está a decorrer no distrito da Manhiça, a cerca de 70 km da província de Maputo, no sul de Moçambique, uma das zonas do país mais afectadas pelo mosquito da malária.
Os resultados obtidos até à data são encorajadores. A vacina foi testada em 2022 crianças com idades compreendidas entre os 0 e os 4 anos de idade, e provou evitar quase 30% dos casos de malária, e 48% das incidências da doença em crianças.
O estudo, dirigido pelo cientista espanhol Pedro Alonso, que trabalha há mais de dez anos no Centro de Investigação de Saúde de Manhiça (CISM), está a ser levado a cabo nesse mesmo Centro, fundado em 1996 e desenvolvido com o financiamento da Agência Espanhola de Cooperação Internacional; pela GlaxoSmithKline Biológicos, indústria mundial líder na produção de vacinas, e pela Iniciativa para Vacinas da Malária (MVI), um programa global estabelecido com um financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates (em baixo).
A doença, transmitida por picadas de mosquito, é o assassino número um de crianças africanas, sendo a principal causa de morte na África sub-saariana, é responsável pela morte de um milhão de pessoas por ano, matando uma pessoa a cada dez segundos.
Como para todos os ensaios clínicos, é preciso consistência - não basta um único resultado para se poder considerar a existência de um vacina. Serão necessários estudos adicionais de eficácia antes de se considerar a hipótese de licenciamento. Desta forma, não se espera uma vacina disponível antes de 2010.
