Chefe de Estado português - Prof. Cavaco Silva - em Moçambique
No presente mês de Março, Moçambique recebeu uma visita que agitou a capital deste país africano. O chefe de Estado de Portugal - Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva - esteve em Moçambique entre os dias 17 e 26 de Março, onde foi entusiasticamente recebido pelo povo moçambicano bem como por todos os português que ali vivem.
A visita teve como principais objectivos, potenciar as boas relações políticas e de amizade entre os dois países, nomeadamente promovendo um novo ciclo de cooperação económica e empresarial, bem como valorizando o património cultural comum e sublinhando o papel estratégico da língua portuguesa a nível global.
Com uma história pessoal ligada ao país do Índico - onde cumpriu o serviço militar obrigatório e passou os primeiros anos de casado -, Cavaco Silva aposta ainda nas boas relações pessoais com o seu homólogo, Armando Emílio Guebuza, para reforçar a relação entre os dois países.
A primeira semana desta visita foi exclusivamente dedicada ao lazer. Assim, de 17 a 23 de Março o chefe de Estado português esteve no arquipélago do Bazaruto, na ilha com o mesmo nome.
A agenda política de Cavaco Silva iniciou-se na segunda-feira seguinte, dia 24 de Março, com a participação numa sessão solene na Assembleia da República. Ainda durante a primeira manhã, o Presidente português participou num colóquio sobre a língua portuguesa e a sua vocação global e, à tarde, visitou a Academia das Ciências Policiais, que beneficia da cooperação portuguesa.
Durante um jantar oferecido pelo seu homólogo moçambicano, Armando Guebuza, Cavaco Silva afirmou: "Presto homenagem a Moçambique e ao povo moçambicano pelo muito que têm feito pela defesa e enriquecimento da língua portuguesa, esse património que partilhamos com seis outros Estados soberanos, em quatro continentes".
Acompanharam Cavaco Silva nesta visita, quatro ministros portugueses (Negócios Estrangeiros, Defesa, Educação e Cultura) e os Secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e do Comércio, bem como deputados dos partidos com assento no Parlamento. Na comitiva estiveram ainda representadas 45 empresas portuguesas, que integram os principais investidores portugueses em Moçambique: os bancos Millennium-BCP, CGD e BPI, a EDP e a Galp Energia, as Águas de Portugal, as contructoras Teixeira Duarte e Soares da Costa, Visabeira, os operadores turisticos TAP, Grupos Pestana e Amorim foram outras das empresas que integraram a comitiva presidencial, todas com investimentos significativos no país.
A assinatura de acordos bilaterais, nomeadamente nas áreas das finanças, da administração interna, da educação e da cooperação técnico-militar, marcou a visita - os ministros da Defesa português, Nuno Severiano Teixeira, e moçambicano, Tobias Dai, assinaram um protocolo de cooperação técnico-militar entre os dois países para o período 2008/2009, o qual prossegue os programas já existentes e reforça a formação de militares moçambicanos em Portugal.
Os responsáveis pelas diplomacias de Portugal, Luís Amado, e de Moçambique, Oldemiro Baloi, também renovaram o protocolo que tem como objectivo evitar a dupla tributação e a evasão fiscal e o acordo de reconhecimento mútuo no que se refere às licenças de condução.
Maria de Lurdes Rodrigues e Aires Aly, respectivamente ministros da Educação de Portugal e de Moçambique, rubricaram o acordo relativo à Escola Portuguesa de Maputo, pondo um ponto final no até agora não enquadramento na lei de Moçambique da instituição portuguesa.
Dia 26 de Março, no seu último dia da visita, Cavaco Silva deslocou-se à Ilha de Moçambique, no Norte, encerrando o programa, de novo em Maputo, com uma visita à Escola Portuguesa e um encontro com a comunidade portuguesa radicada no país.
